Revisão Histórica · Reseña Histórica
A Mensagem Eterna
Don Benjamín Guzmán V. — Sri Vájera Yogi Dasa
Instrutor Continental · Suddha Dharma Mandalam · Seção Chilena
Instructor Continental SDMV · Sección Chilena
A figura que trouxe o Suddha Dharma ao Chile em 1927 — e através do Chile ao resto da América do Sul — com esforço infatigável para compartilhar estes ensinamentos com o que ele chamava de "a mentalidade inacessível" dos anos vinte.
O Suddha Dharma Mandalam é uma Organização Esotérica de origem remota, cujos ensinamentos profundos estão fundamentados na expressão máxima da vida, que é Deus ou Parabrahman. Este princípio, inerentemente presente nos processos internos e externos do ser humano e de seu ambiente (o Universo), constitui-se em objeto de investigação e busca.
Suddha Dharma Mandalam es una Organización Esotérica, de origen remoto, cuyas profundas enseñanzas se fundamentan en la máxima expresión de la vida que es Dios o Parabrahmán, el cual inherentemente presente en los procesos internos y externos del ser humano y su entorno el Universo, se constituye en objeto de investigación y búsqueda.
Embora com o transcorrer dos tempos esta sabedoria tenha sido aos poucos esquecida, e ocasionalmente distorcida, faz-se necessário reivindicá-la de tempos em tempos, com a única finalidade de entregá-la como um serviço desinteressado à humanidade, conduzindo-a a um estado de paz, sabedoria e bem-estar.
Aunque con el transcurrir de los tiempos, poco a poco esta sabiduría se ha ido olvidando, y en ocasiones tergiversándose, se hace necesario reivindicarla de tiempo en tiempo, con la única finalidad de entregarla como un servicio desinteresado a la humanidad, llevándola a un estado de paz, sabiduría y bienestar.
A Revelação · La Revelación
A Revelação da
Mensagem (1915)
Nos albores do século vinte, esta mensagem foi revelada novamente ao mundo, recaindo sobre sábios Mestres da Terra de Aryavarta (Índia). Eles dedicaram-se à difusão destas antigas verdades, publicando-as através de comentários, ensaios e vasta literatura onde o selo de suas experiências pode ser apreciado. Em seguida, tudo isso foi projetado para outras latitudes.
En los albores del siglo veinte, este mensaje se reveló nuevamente al mundo, recayendo ello en sabios Maestros de la Tierra de Aryavarta (India). Ellos se dedicaron a la difusión de estas antiguas verdades, publicándolas a través de comentarios, ensayos y vasta literatura en donde se puede apreciar el sello de sus experiencias.
Sabedoria Universal · Sabiduría Universal
Um Ensinamento
Universal
Embora seja verdade que esta sabedoria se originou na Índia, o estudioso buscador pode perceber que ela é universal; isso foi comprovado pela amplitude de seus conceitos que envolvem a totalidade do pensamento, palavra e ações.
Si bien es cierto esta sabiduría se originó en India, el estudioso buscador puede darse cuenta que ella es universal; así se ha comprobado por la amplitud de sus conceptos que involucran la totalidad del pensamiento, palabra y acciones.
Esta Escola Suddha incorporou-se às nossas vidas através da difusão feita no Chile pelo recordado Instrutor Espiritual Don Benjamín Guzmán V. (Sri Váyera), que com denodado esforço procurou dar a conhecer este conhecimento desde 1927. Desde aquela época, busca-se manter no rigor de sua pureza estes inalteráveis ensinamentos, como pertencentes ao caráter permanente do Processo de Vida ou Sanátana Dharma.
Esta Escuela Suddha se incorpora a nuestra vida, a través de la difusión hecha en Chile por el recordado Instructor Espiritual Don Benjamín Guzmán V. (Sri Váyera), quien con denodado esfuerzo procura dar a conocer este conocimiento desde 1927.
1915 · A Revelação
Os Portadores da Mensagem
O propósito desta mensagem foi revelado em 1915 com a única finalidade de prestar um serviço desinteressado à humanidade, recaindo a responsabilidade de sua difusão em um grupo de nobres mestres espirituais, oriundos da milenar Índia.
El propósito de este mensaje fue revelado (1915) con la única finalidad de entregar un servicio desinteresado a la humanidad, recayendo la responsabilidad de su difusión en una agrupación de nobles maestros espirituales, oriundos de la India milenaria.

Swami Subramaniananda
Primeira Autoridade Iniciática
Suddha Dharma Mandalam, Índia
Primera Autoridad Iniciática
Suddha Dharma Mandalam, India

Pandit K. T. Srinivasachariar
Segunda Autoridade Iniciática
Editor da Gita SDM
Segunda Autoridad Iniciática
Editor de la Gita SDM

Sri Vasudeva Row
Mestre do Suddha Dharma
Maestro del Suddha Dharma

Sri T. M. Janardana
Terceira Autoridade Iniciática
Mestre do Suddha Dharma
Tercera Autoridad Iniciática
Maestro del Suddha Dharma
Artigo em Destaque · Featured Article
Yoga é Síntese
Sempre se ouviu falar de diferentes tipos de Yoga: Yoga da ação, da devoção, do conhecimento, Yoga da mente, do corpo, diferentes modalidades de práticas de componentes do Yoga como, por exemplo, de asanas, de mantras, Yoga do fulano, Yoga do beltrano, havendo até tentativas de propriedade da marca!
Se consideramos que Yoga é um termo de máxima extensão e plenitude, qualquer palavra colocada ao lado dela só restringe seu significado, adaptando-se à tendência natural do ser humano de fragmentar, dividir e colocar sua energia em um aspecto de sua vida em detrimento dos outros aspectos, afastando-se do princípio fundamental do Yoga, que é a plenitude.
Muitos, quando definem Yoga, só o fazem, classicamente, pelo famoso verso do Yoga Sutra de Patanjali: Yoga Chitta vritti nirodha — Yoga é a supressão das modificações da mente. Visto por este ângulo, a meta do Yoga parece ser um estado muito subjetivo, porque a palavra nirodha (supressão) nos traz uma noção de ausência de alguma coisa e não define exatamente o que é o Yoga.
No verso seguinte do mesmo Yoga Sutra, Patanjali diz: tada drashtuh swarupe vasthanam — alcançando-se este estado se alcança a realização de swarupa, sua natureza própria. Portanto, devemos entender o chitta vritti nirodha apenas como um meio de se alcançar o Yoga, que é sambhanda ou o contato progressivo com a Verdade, aquilo que é definido como sendo imutável e absoluto — Atma swarupena saha pragnaya sambhandha.
Yoga nos ensina que a causa de todos os sofrimentos humanos é a ignorância — avidya — daquilo que nós realmente somos; a consequente identificação — asmita — com nossas emoções, pensamentos e corpos que, na verdade, são instrumentos do Eu. Desta identificação provém o apego e a aversão — raga e dwesha — de onde surge um sentimento de insatisfatoriedade e incompletude levando à frustração, melhor tradução da palavra sânscrita dukkha do que propriamente dor.
A única solução para esse problema existencial é, do ponto de vista do Yoga, o contato progressivo com o Ser ou Purusha ou Atma que compenetra todo o Universo, mas que pode ser encontrado no mais íntimo de nós mesmos, no santuário de nossos corações. Ao exercitarmos os métodos do Yoga produz-se a desidentificação de nossa pragna ou consciência em relação aos nossos corpos densos e sutis e suas modificações. Glimpses, no silêncio da meditação, desta Verdade que é pura Felicidade, vão produzindo efeitos que levam a realizar outra magistral definição de Yoga, dado pelo Ishwara encarnado, Bhagavan Sri Krishna, contido no Srimad Bhagavad Gita, quando Ele diz:
Yogaha karmasu kouchalam — Yoga é maestria nas ações.
Bhagavan Sri Krishna · Srimad Bhagavad GitaNo próximo número, trataremos desta e de outra definição de Yoga contida no Gita.
Textos de Estudo
Filosofia Suddha Dharma & Estudo do Dhyana
Textos de estudo completos e não abreviados do Suddha Dharma Mandalam — cobrindo os Três Gunas, a natureza da Mente, os Cinco Koshas, e os níveis de Meditação conforme descritos por Bhagavan Narayana.
1 · Os Três Gunas — Qualidades da Natureza
Guna significa qualidade ou característica. Cada plano e estado de existência é condicionado pelos três Gunas em diferentes proporções.
| Plano | Estado dos Gunas | Descrição |
|---|---|---|
| Avyakta (Não-manifestado) | Equilíbrio | Estado perfeito de inatividade; a Mula-prakriti é indiferenciada. |
| Vyakta (Manifestado) | Desequilíbrio | Os Gunas tornam-se instáveis pela ação da Shakti, dando origem às manifestações cósmicas. |
A Trindade Divina e os Gunas
Os três Gunas estão sob a direção de três aspectos da Divindade:
- SATTVA: Pureza, equilíbrio e tranquilidade — representado por VISHNU.
- RAJAS: Atividade, movimento e desejo — representado por BRAHM.
- TAMAS: Inércia e imobilização (precede a destruição) — representado por SHIVA.
Exemplos na Natureza: Sattwa predomina na luz solar, Rajas em um vulcão em erupção, e Tamas em um bloco de granito. Na Mente Humana: Sattva traz calma meditativa, alegria e inspiração; Rajas desperta desejo e ação; e Tamas desperta estupidez, desespero e inveja. Nota: Apenas o Atman é livre da influência dos Gunas.
2 · A Mente: Manas e Mahat
A mente tem dois aspectos distintos, comumente chamados de Tatwakutas:
MAHAT — A Mente Superior
- Caracterizada pela consciência (Chetana) e profunda perspicácia.
- Localizada no Plano Adi, a sede do Buddhi onde germina a semente Divina.
Atributos de Mahat
MANAS — A Mente Inferior
- Forma a Mente Emocional quando associada ao princípio emocional (Corpo Astral).
- O veículo pelo qual Buddhi (razão pura/intuição) atua como princípio pensante.
- A sede da memória e o instrumento da consciência em vigília (pensamentos, sentimentos, dor e prazer).
A Personalidade Humana: Ahamkara é o princípio do "eu" que cria o senso de separação. O Eu Inferior é sintetizado pela mente inferior, o corpo Astral e o Ahamkara. Ambas as mentes se expressam através do Manomaya Kosha.
3 · Os Cinco Koshas — Escudos de Jiva
Cada indivíduo é envolto em cinco escudos que protegem o átomo de pura consciência:
- Annamaya Kosha: Escudo físico formado pelo alimento (sólido, líquido, gasoso).
- Pranamaya Kosha: Escudo vital feito de Prana. Acumula e distribui energia através do duplo etérico.
- Manomaya Kosha: Escudo mental-emocional. O ponto de comunicação entre a personalidade e a alma imortal (Jiva).
- Vignanamaya Kosha: Corpo causal / escudo de Buddhi e Ahamkara.
- Anandamaya Kosha: Escudo de bem-aventurança. A forma mais pura de matéria do plano Akáshico; o "corpo do Atman".
Atman e Jiva — A Analogia da Lâmpada
Para compreender a relação entre o Eu Supremo (Atman) e a alma individual (Jiva):
- O Vidro: Representa os Corpos Físico, Sutil e Causal.
- O Filamento: Representa Jiva (a parte que brilha e sustenta a luz).
- A Energia: Representa Atman (a fonte que a faz brilhar).
Atman é a testemunha indiferente em tudo, mantendo a unidade enquanto Jiva experiencia a multiplicidade.
4 · Qualidades Divinas Necessárias para Contatar Paramatman
Para contatar Paramatman, é preciso estudar o Yoga Brahma Vidya e possuir estas qualidades:
5 · Níveis e Aspectos da Meditação — Descrição por Bhagavan Narayana
Os pensamentos do homem são sempre atraídos por coisas em que têm interesse; portanto, coloque seus pensamentos no Supremo Brahman (o Puro) como objeto de meditação. Brahman é sem atributos e também pleno de atributos; Ele é a eternidade e é percebido através de nossa faculdade cognitiva.
Os Três Aspectos da Meditação e Seus Resultados
Meditar em Brahman com Atributos (Saguna): Isso concede força física, valiosa ajuda para alcançar o que é superior. Também traz o poder de Anima e outros Siddhis.
Meditar em Brahman sem Atributos (Nirguna): Isso concede o poder do conhecimento e o talento de saber tudo. Confere o Samadhi, ou a absorção do pensamento no Atman.
Meditar em Brahman Puro e Transcendente (Suddha): Isso abençoa o praticante com a perfeição Suprema de Brahman, concedendo todos os frutos que qualquer esforço terreno pode criar. Produz o gozo da aproximação eterna a Brahman e a capacidade de realizar funções Hierárquicas elevadas.
Classificação da Meditação (Dhyana)
I. SAGUNA DHYANA (Meditação Objetiva): Meditação sobre o aspecto da Divindade caracterizado pelos Gunas (atributos), realizada com uma forma ou imagem específica. A meditação deve ser fixa e contínua, não misturada com emoções viciadas como egoísmo ou devaneio.
II. NIRGUNA DHYANA (Meditação Subjetiva): Meditação sobre o aspecto da Divindade que transcende a manifestação Trigunica. A Divindade é percebida como Luz vivendo no éter do coração — um arquétipo miniatura de Purusha. Leva diretamente à Meditação Suddha.
III. SUDDHA DHYANA (Contemplação Transcendente): É a contemplação da Divindade como primeira causa de toda manifestação cósmica, cujo corpo é o cosmos infinito. Uma imersão no Universo, onde o discípulo percebe Brahm como tudo e é preenchido pela ideia de que tudo o que existe é verdadeiramente Brahm.
Instruções Finais sobre o Processo
- Foco na Bem-Aventurança: A mente deve refletir sobre uma imagem específica que represente um objeto gerador de bem-aventurança para evitar vagabundagens ou dor.
- Visualização: A visualização de forma é imperativa; caso contrário, é apenas Chinta (reflexão).
- Prática de Suddha Dhyana: É o processo de reunir todos os pensamentos dissipados e integrá-los na Fonte UNE TUDO — Brahm.
- Manutenção & Repetição: Manter este estado sem força. Repetir com certeza e incessantemente até que um estado de LAYA (fusão) aconteça no Manas.
- Recordação: Recordar frequentemente a ideia de que todos os aspectos da criação emanaram desta fonte TODO UNO, Brahm. É somente com o avanço e a determinação que a verdade pode ser conhecida.
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